A Maria tem 36 anos, é solteira  e refugiada, tendo dois filhos.

Encontra-se à procura de emprego. Precisa de o conseguir urgentemente para poder cuidar de si e dos seus filhos.

Com o apoio de uma assistente social, consegue encontrar um emprego como responsável numa boa empresa e encontra-se na sua primeira semana de trabalho.

Nos primeiros dias, a Maria está nervosa. É-lhe difícil superar os seus receios de não ser aceite pelos seus novos colegas. Receia também que seja vista como uma “funcionária de risco”, devido à sua situação de vulnerabilidade, sendo refugiada e mãe solteira com dois filhos.

Durante a primeira semana, sentiu que foi muito criticada pelo seu supervisor. Achou que o mesmo não gosta dela porque os seus procedimentos no desempenho das suas funções foram diferentes do habitual. 

Como tinha a certeza que estava certa, decidiu mostrar ao supervisor que a sua maneira de fazer as coisas é mais adequada, o que levou a uma nova situação de conflito.

A Maria está agora a considerar procurar outro emprego, o que não é uma tarefa fácil para uma mãe solteira num país estrangeiro.
Está demasiado focada no seu ponto de vista e não permite outro cenário que não o seu. A decisão de demonstrar a sua abordagem em vez de primeiro debater as suas preocupações causaram-lhe ainda mais problemas.

Caso fosse capacitada para desenvolver um pensamento em perspetiva, poderia trabalhar considerando o ponto de vista do seu empregador e supervisor, tentando não deixar que os seus receios interferissem nas suas ações.







Última alteração: Tuesday, 1 de November de 2022 às 15:56